Dicionário Filatélico

Estamos iniciando nosso Dicionário Filatélico com os letras de A até J, em breve estaremos concluindo.

A

A – Abreviatura de agência.
ABRACAR – Associação Brasileira de Carimbologia, entidade que congrega colecionadores de carimbos postais, com sede em São Paulo (SP).
ABRAFITE – Associação Brasileira de Filatelia Temática, entidade que congrega filatelistas temáticos, com sede em São Paulo (SP). Fundada em 1971. www.abrafite.com.br
A. DO C. – Abreviatura de agência do correio em carimbos postais nacionais.
ABRAJOF – Associação Brasileira de Jornalistas Filatélicos, entidade que congrega os jornalistas filatélicos nacionais, com sede em São Paulo (SP).
ABRIÇÃO – A arte de gravar.
ACESSÓRIOS – São os materiais utilizados pelos filatelistas, tais como: pinça, lente, charneira, filigranoscópio, odontômetro, classificador, álbum, caderno de selos, envelope transparente, catálogo, hawid, etc.
ACORDO POSTAL – Acordo realizado por dois ou mais países relativo a seus intercâmbios postais.
ACRÓSTICA – Tipo de filigrana de selos brasileiros.
ADELGAÇADO – Selo defeituoso, cuja espessura do papel acha-se mais fina em um ou mais pontos, geralmente ocasionado na retirada de seu suporte (envelope) ou retirada da charneira, o que causa uma redução em seu preço. Este defeito é verificado a olho nu ou por meio de filigranoscópio. O mesmo que aminci.
ADELGAÇÃO – Diminuição da espessura do papel do selo. Ver adelgaçado.
ADM – Abreviatura de administração em carimbos postais nacionais.
ADMINISTRAÇÃO DOS CORREIOS = Antiga denominação das Diretorias Regionais dos Correios, cujo nome aparece em carimbos.
AÉREO – Ver selo aéreo.
AEROFILATELIA – Uma coleção de AEROFILATELIA apresenta um estudo do desenvolvimento, da operação ou de outra faceta dos serviços de CORREIO AÉREO utilizando-se, para isto, de documentos diretamente relacionados com eles.
AEROPOSTALE – Companhia aérea, realizou vôos postais no Brasil. O nome aparece em carimbos.
AEROGRAMA – Para a Filatelia, aerograma é qualquer envelope circulado por via aérea, com selos e carimbo especial. Chama-se também aerograma a peça especial para cartas aéreas, emitido por várias administrações postais, já com papel de carta, selo (franqueado) e envelope.
AG – Abreviatura de agência (postal), cujo nome aparece em carimbos.
AGÊNCIA POSTAL – Unidade dos Correios destinada a atendimento postal e outros serviços.
AGÊNCIA POSTAL TELEGRÁFICA – Unidade dos Correios destinada a atendimento postal, telegráfico e outros serviços
AGÊNCIA FILATÉLICA – Unidade dos Correios, destinada ao atendimento aos filatelistas, com a venda de selos
e peças filatélicas.
AGENTE EMBARCADO – Funcionário que fazia os serviços postais a bordo de embarcações.
AIJP – Sigla da Association of International Journalists Philatelics, associação internacional de jornalistas filatélicos.
AIRGRAPH – Carta microfilmada, utilizada na 2 ª Guerra Mundial, em razão do grande volume de cartas dos exércitos aliados.
ÁLBUM – É um livro de folhas apropriado para guardar os selos, podendo ou não ter as imagens dos selos já impressas. Há diversos tipos, por países ou temáticos. O primeiro álbum foi publicado em 1862 por Justin Lallier, com o nome de Timbres Postales.
ALEGORIA – Desenho representando imagens abstratas, tipo República, Liberdade, etc., utilizado em diversos selos brasileiros.
ALEGORIA DA LIBERDADE – Ver cabecinha.
ALEGORIA DA REPÚBLICA – Ver tintureiro.
ALEGORIA REPUBLICANA – Séries de selos brasileiros emitidas em 1906/1917e 1918.
AMINCI – Expressão francesa, regularmente usada no Brasil. Ver adelgaçado.
ANALÓGICO – Terminologia utilizada para caracterizar o Máximo Postal cuja figura do suporte apresenta, apenas, certa analogia com o motivo do selo, faltando ou sendo mínima a concordância de motivo.
ANULADO – Ver carimbado.
AMBULANTE – Dá-se o nome de ambulante genericamente aos carimbos, agentes ou unidades postais móveis. Em alguns países, os correios utilizam trens, ônibus ou veículos motorizados para a coleta, transporte e eventualmente a triagem da correspondência. Também se denomina ambulante as agências postais móveis nas vias públicas.
AMPLITUDE – Abrangência do desenvolvimento da coleção em função do plano estabelecido.
AP – Abreviatura de agência postal, aparece em carimbos.
APÊNDICE – É uma etiqueta aderente ao selo, separada ou não dele, por denteação. São apêndices os selos com propaganda comercial ou textos relativos a emissão como as séries brasileiras: Monteiro Lobato (1973), Lubrapex 78 e selos personalizados. O mesmo que vinheta e “tab”.
APT – Abreviatura de agência postal telegráfica, aparece em carimbos.
APRESENTAÇÃO – A apresentação é a disposição apropriada do material exposto, do texto e, ainda, do equilibro estético global da participação.
AR – Ver Aviso de Recebimento.
ARMAS – Tipo de filigrana de selos brasileiros.
ARTE FINAL – Detalhamento do desenho de um selo, com todas as especificações técnicas, como a localização do texto, dimensões, cores, etc. É a etapa final do processo de criação de um selo postal.
ARTE POSTAL – Tipo de arte existente em alguns países, utilizando-se de envelopes.
ASTROFILATELIA – Uma coleção de Astrofilatelia é constituída com base nos aspectos histórico, técnico e científico relacionados com a pesquisa e programas espaciais.
ASCAT – Sigla da Association Internationale des Editeurs de Catalogues de Timbres-Poste et Publications Philateliques, Associação Internacional de Editores de Catálogos e Publicações Filatélicas.
ASDA – Sigla da American Stamps Dealers Association, Associação Americana de Comerciantes Filatélicos.
ASSUNTO – Ver tema.
AURIVERDE – Primeiro selo bicolor brasileiro, emitido com a efígie de D.Pedro II em 1878.
AUTÊNTICO – Selo cuja autenticidade foi comprovada por expertização.
AUTÔMATO – Etiqueta para franqueamento de correspondência impressa por máquina eletrônica.
AUTOMATIZAÇÃO POSTAL – Sistema de tratamento de correspondência, pelos correios, quase sempre deixando
marcas nos objetos postais, gerando o colecionismo destas peças.
AVISO DE RECEBIMENTO (AR) – “É o serviço opcional que, através do preenchimento de formulário próprio, permite comprovar ao remetente para quem foi entregue o objeto por ele postado.” (Correios). Antigamente, o comprovante era selado.
AVARIADO – Selo com defeito ou peça postal avariada no transporte.

B

BAF – Sigla de Boletim da Assessoria Filatélica, antiga publicação postal.
BALÃOGRAMA – Objeto postal transportado por balão.
BALLON-MONTÉ – Peça postal francesa. transportada por balão, quando do cerco de Paris pelos alemães na guerra franco-prussiana.
BALCÃO FILATÉLICO – Unidade de atendimento dos Correios, de funcionamento temporário, instalada em exposições, feiras, congressos, etc.
BANCO POSTAL – Nome utilizado pelos Correios para designar seus serviços financeiros postais, complementares ao sistema bancário oficial.
BANDA – Fileira horizontal ou vertical contendo três ou mais selos iguais, não destacados uns dos outros.
BANDA PROTETORA – Banda protetora plástica (bolsa) composta de duas folhas de plástico entre as quais se coloca o selo, ficando ele protegido e eliminando a necessidade de charneira. A folha frontal é transparente e a de fundo é de cor escura, geralmente, mas existe transparente, a fim de realçar e melhor visualizar do selo. Dispensa o uso de charneira nos selos.
BARRA FOSFORECENTE – Área (faixa) com substância fosforecente no papel de um selo. Ver fosforecência.
BARBA BRANCA – Selo brasileiro com a efígie de D.Pedro II (1877 / 1888)
BARBA PRETA – Selo brasileiro com a efígie de D.Pedro II (1876)
BENZINA RETIFICADA – Nome comercial do hidrocarbonato derivado do petróleo, usado nos filigranoscópios, em
pequena quantidade (algumas gotas) no verso dos selos para verificação da filigrana e do estado do mesmo (defeitos ou adelgaçamento). Pode ser adquirida em farmácias.
BILHETE POSTAL – É um tipo de inteiro postal, constituído de cartão destinado à correspondência, que já traz o selo impresso na sua frente. O primeiro bilhete postal foi criado em 1865.
BISNETA – Série brasileira de selos ordinários (1954 / 1964).
BISSECTADO – Ver selo bissectado.
BOBINA – Rolo com selos, facilitando a sua manipulação quando da venda ao público.
BOLETIM CORREIO FILATÉLICO – Antiga publicação postal.
BOLETIM FILATÉLICO – Órgão de divulgação filatélica, geralmente editado por um clube filatélico.
BOLSA FILATÉLICA – Atividade comercial exclusiva entre comerciantes, geralmente em grandes exposições.
BOLSA PROTETORA – Ver banda protetora.
BONDE POSTAL – Bonde destinado ao transporte de correspondência.
BLOCO COMEMORATIVO – Peça filatélica, com valor de franquia, com um ou mais selos iguais ou diferentes, impressos numa folha especial, geralmente de formato pequeno, com legendas impressas, com tiragem geralmente limitada, com fins especificamente comemorativos ou promocionais.
BLOCO DE SELOS – Expressão utilizada para definir um conjunto de selos não destacados uns dos outros, em número superior a quatro.
BLOCO DE QUATRO – Ver quadra.
BRAPEX – Sigla de Brazilian Philatelic Exhibition., Exposição Filatélica Brasileira, de âmbito nacional, organizada pela FEBRAF, realizadas em 1938, 1943, 1978, 1980, 1982, 1985, 1988, 1991, 1995 e 2004.
BRASILIANA – Exposição Mundial FIP organizada pela FEBRAF e com patrocínio FIP, realizadas no Brasil, em 1979 e 1983. A Brasiliana 1993 teve apenas o patrocínio FIAF.
BURIL – Instrumento de gravador, em aço, utilizado para gravar em metal, quando da execução da chapa do selo.
BURILAGEM – Fundo de selo, formado por linhas paralelas ou entrecruzadas, sobre o qual é aposto o desenho principal do selo. A burilagem tem por finalidade dificultar as falsificações.

C

CABEÇA GRANDE – Selo brasileiro, com a efígie de D.Pedro II (1882/1885)
CABEÇA PEQUENA – Selo brasileiro, com a efígie de D.Pedro II (1881)
CABEÇAS TROCADAS – Variedade da série Madrugada Republicana.
CABEÇA INVERTIDA – Variedade de um selo com a impressão do quadro normal e a imagem (cabeça) impressa invertida ou vice versa.
CABECINHA – Selo brasileiro, emitido em 18/01/1893 (Alegoria da Liberdade)
CABEÇAS OPOSTAS (TETEBECHE) – Selos que foram impressos de cabeça para baixo, um em relação ao outro.
CADERNO DE SELOS – Caderno especial com folhas com espaços (geralmente 25 por folha), para aposição de selos, semelhante a um álbum. Geralmente utilizados para trocas ou para selos em duplicata.
CAIXA DE COLETA – Caixas destinadas a receber correspondência localizada fora das agências postais. No Brasil, foram criadas em 7.05.1800, sendo a primeira instalada no Rio de Janeiro.
CAIXA DE CORREIO – Ver Caixa de Coleta
CAIXA ECONÔMICA POSTAL – Serviço postal criado em 1890, mas somente instalado em 1948.
CAIXA POSTAL – Caixas destinadas a distribuir correspondência na própria agência postal.
CAM – Sigla de Correio Aéreo Militar (ver).
CAN – Sigla de Correio Aéreo Nacional (ver).
CANCELADO – Ver desmonetizado.
CANTO DATADO – Canto de folha, constituído de um selo e de parte da margem da folha, no qual aparece a data de impressão ou da emissão.
CANTO DE FOLHA – Margem da folha na qual podem ou não existir inscrições ou imagens.
CANTONEIRA – Pequeno encaixe de papel, de forma triangular, gomado numa das faces, usado para colocação de peças filatélicas em álbuns, geralmente as peças de maior dimensão ou mais espessas.
COIN DATÉ – Expressão francesa, ver canto datado.
CARIMBADO – Ver selo usado
CARIMBADOR DE SELOS – Máquina destinada a carimbar os selos. No Brasil a primeira foi usada no Rio Grande do Sul, em 7/1930. Os carimbos utilizados eram de propaganda (texto inglês / português), com data e hora da carimbação.
CARIMBO – Marca aposta aos selos com fim de obliterar a mesma. Geralmente indica a data e o local de sua aplicação. É um instrumento de metal, borracha ou madeira. Há diversos de tipos.
CARIMBO DE CENSURA – Marca postal aposta pelos correios ou por agentes censores.
CARIMBO COMEMORATIVO – Marca postal com uma legenda, ilustrada ou não, destinada a comemorar um evento
especial, ou homenagem a uma personalidade, com tempo determinado de utilização.
CARIMBO DATADOR – Carimbo aposto na expedição da correspondência, contendo local, a data e o estado ou a Diretoria Regional dos Correios.
CARIMBO DE CHEGADA – Carimbo aposto no local de destino da correspondência. Atualmente não é mais utilizado no Brasil.
CARIMBO DE ENTRADA – Carimbo especial usado nas correspondências vindas do exterior. Usado até certa época e hoje não mais utilizado.
CARIMBO DE EXPEDIÇÃO – Expressão pouco utilizada. O mesmo que carimbo datador.
CARIMBO DE FANTASIA – É o carimbo mudo que apresenta diferentes tipos de desenhos.
CARIMBO DE FAVOR – Carimbo postal comemorativo ou não aplicado sobre peça filatélica sem que a mesma tenha finalidade postal, apenas filatélica ou de lembrança.
CARIMBO DE 1 º DIA DE CIRCULAÇÃO – Carimbo postal utilizado para fins filatélicos, indicando o primeiro dia de circulação de um selo ou uma série de selos. Também conhecido como “FDC”. Somente aplicado sobre o selo em lançamento.
CARIMBO DE ROLHA – Carimbo postal de rolha de cortiça, usado antigamente.
CARIMBO DE SERVIÇO – Carimbo postal para indicação de algum serviço postal (registrado, expresso, etc.)
CARIMBO DE ÚLTIMO DIA DE CIRCULAÇÃO – Carimbo postal com as mesmas características do FDC., aplicado no último dia de circulação. Usado por poucos países, como a Argentina, nas décadas de 50/60.
CARIMBO MARÍTIMO – Carimbo postal usado a bordo de navios que transportam correspondência.
CARIMBO ESPECIAL Carimbo especial, de utilização restrita ou por razão específica.
CARIMBO MUDO – Carimbo postal, sem legenda (local e data), apenas desenhos ou figuras. No Brasil usado na época do Império.
CARIMBO PRECURSOR – Carimbo utilizado em correspondência em época anterior ao advento do selo postal.
CARIMBO PROPAGANDÍSTICO – Carimbo, geralmente mecânico, utilizado para propaganda em geral. No Brasil, são os carimbos mecânicos da década de 20/30.
CARIMBO SELO – Carimbo aposto em correspondência substituindo o selo postal. No Brasil existem os carimbos triangulares usados pelo Syndicato Condor a partir de 28/3/1927 antes do uso dos selos especiais.
CARIMBOLOGIA – Ramo da Filatelia dedicado ao estudo dos carimbos postais, também denominada Marcofilia.
CARIMBOLOGISTA – Filatelista que se dedica à Carimbologia.
CARRAPATO – Selo brasileiro, de taxa adicional (01/10/1933)
CARTA – “A Carta é o mais tradicional serviço postal dos Correios. É o meio de comunicação que você dispõe para a troca de mensagens escritas. O serviço é oferecido nas modalidades: Carta Comercial, Carta não comercial, Carta via Internet e Carta Social.” (website www.correios.com.br)
CARTA COMERCIAL – “Carta destinada exclusivamente às pessoas jurídicas (remetente). Principais características :
1. Remetente pessoa jurídica;
2. Entrega em âmbito nacional;
3. Tratamento de objeto urgente;
4. Considera-se como carta comercial objetos postais cujo remetente é anônimo”.
(website www.correios.com.br)
CARTA NÃO COMERCIAL – “Carta destinada às pessoas físicas. Principais características:
1. entrega em âmbito nacional;
2. remetente pessoa física;
3. tratamento de objeto urgente;
4. não aceita a utilização de envelope tipo “data-mailer”, com janela ou transparente/translúcido (de papel ou plástico);
5. não é permitida a utilização de envelopes com timbre de pessoas jurídicas ou com inscrições promocionais impressas no envelope. “(website www.correios.com.br)
CARTA VIA INTERNET – “Carta destinada às pessoas físicas e jurídicas. Principais características:
1. entrega em âmbito Nacional ou Mundial;
2. carta registrada;
3. tratamento de objeto urgente;
4. permite o serviço adicional Aviso de Recebimento;
5. para clientes com contrato é oferecido o SPE. “(website www.correios.com.br)
CARTA BILHETE – Tipo de inteiro postal, cuja característica é poder ser fechado.
CARTA PNEUMÁTICA – Tipo de inteiro postal, semelhante ao bilhete postal, destinado a uso exclusivo no serviço postal pneumático, no Rio de Janeiro (RJ).
CARTA PRÉ-FILATÉLICA – Carta de período anterior ao selo postal, período este variável nos diversos países. No caso do Brasil, cartas com data postal anterior a 01/08/1843.
CARTA SOCIAL – “Destinada exclusivamente às pessoas físicas (remetente e destinatário). Serviço Postal prestado pela ECT com o objetivo de facilitar o acesso aos serviços postais às camadas menos favorecidas de nossa população. Principais características:
1. postagem máxima de 5 (cinco) objetos por remetente;
2. limite máximo de peso igual a 10(dez) gramas;
3. endereçamento (remetente e destinatário) efetuado de forma manuscrita;
4. mensagem envelopada, não se admitindo utilização de envelope tipo “data-mailer”, com janela, com timbre de pessoas jurídicas ou com inscrições promocionais impressas no envelope;
5. menção “carta social” aposta pelo remetente no canto inferior esquerdo do anverso do envelope, acima das quadrículas reservadas à indicação do CEP;
6. franqueamento realizado por meio de selos ou estampa de máquina de franquear;
7. não utilização de qualquer serviço adicional ou acessório;
8. remetente e destinatário devem ser pessoas físicas;
9. entrega em âmbito nacional;
10. tratamento de objeto urgente ” (site www.correios.com.br)
CARTA TELEGRÁFICA – Um dos serviços postais. Criado em 8/1931.
CARTA TELEGRAMA – Fórmula usada para serviço interno nos correios e enviado por via pneumática.
CARTÃO POSTAL – Denominação dada a um cartão confeccionado geralmente por gráficas particulares, embora também sejam editados por gráficas oficiais. Apresenta em uma das faces uma gravura ou fotografia e no verso contém espaços para breve mensagem, ao lado do endereçamento e o local para o selo. Criado em 1869 na Áustria, foi adotado pelo Brasil em 1880. Sua idealização ocorreu para baratear os custos de remessa de pequenas mensagens, geralmente a descoberto (sem envelope). O postal foi o grande propagador da fotografia em todo o mundo pois, numa época que os jornais e as revistas traziam raras e mal impressas fotografias, ele já mostrava aspectos de cidades, pessoas, ambientes e paisagens, com reprodução gráfica caprichada.” (José Carlos Daltozo). Não tem valor de porte, isto é não é uma peça filatélica, mesmo aquelas emitidas pelos Correios. A sua ilustração não tem aproveitamento nas coleções temáticas. Não confundir com inteiro postal
CARTEIRO – Funcionário postal encarregado da distribuição domiciliar da correspondência.
CARTOFILIA – “É a arte de colecionar cartões-postais. A palavra tem origem grega, com o significado de “amigo dos cartões”. Trata-se realmente de uma arte, pois em uma simples coleção de postais podemos observar importantes aspectos culturais: história, geografia, modo de vida, meios de transporte, usos e costumes, arquitetura, urbanismo, desenvolvimento das cidades, modificação das paisagens etc. “(José Carlos Daltozo)
CASA DA MOEDA – Estabelecimento oficial onde são impressos os selos postais brasileiros, as moedas e as cédulas.
CASA DA MOEDA – TIPOS – Tipo de filigrana de selos brasileiros.
CASA FILATÉLICA – Loja especializada no comércio de selos e material filatélico em geral.
CASA MAIS – Topo de filigrana de selos brasileiros.
CATÁLOGO – Guia no qual se encontram todos os selos em ordem de datas, emissões, valores, tiragens, etc. É a principal fonte de referência para o filatelista. Há catálogos especializados em temas, classes filatélicas, etc. O primeiro catálogo de selos foi publicado em 1861 na França.
CATÁLOGO ZIONI – Catálogo de Carimbos Postais Comemorativos do Brasil, de Angelo Zioni.
CECOGRAMA – Tipo de correspondência impressa no sistema Braille, para uso pelos deficientes visuais.
CDD – Ver centro de distribuição domiciliar.
CENTRAL FILATÉLICA – Unidade dos Correios encarregado da comercialização de peças filatélicas, por correspondência.
CENTRADO – Selos cujas margens são perfeitamente iguais em todos os lados. Um selo perfeito deve ser bem centrado, picotado ou não.
CENTRO DE FOLHA – Parte de certas folhas de selos, nas quais há inscrições e desenhos.
CENTRO INVERTIDO – Variedade de um selo com a impressão do quadro normal e a imagem do centro impressa invertida ou vice versa.
CENTRO DE TRIAGEM – Unidade dos correios, destinada a triagem de objetos postais, cujo nome  parece em carimbos.
CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO DOMICILIAR – Unidade dos Correios, de triagem de objetos postais, cujo nome aparece em carimbos nacionais.
CEP – Ver código de endereçamento postal.
CERCADURA – Sinônimo de moldura, o que contorna um selo.
CHAPA – Peça de metal utilizada na impressão do selo.
CHAPA CANSADA – Denominação da chapa metálica já bastante usada provocando impressão defeituosa. Por vezes, são retocadas para serem novamente usadas.
CHAPA GASTA – Ver chapa cansada.
CHAPA RISCADA – Chapa com defeito, apresentando risco (s) em alguns selos.
CHARNEIRA – Pequeno retângulo de papel, tipo “impermeável”, gomado numa das faces, transparente, usado para fixar selos em suportes (álbum, folha, etc.). Dobrada no seu terço, é aposta a parte menor no verso do selo e a parte maior colada no suporte. Também chamada dobradiça.
CHAVE DE CATÁLOGO – Explicações para utilização de catálogos (específico para cada tipo de catálogo).
CHAVE DE DENTES – Expressão antiga para denominar odontômetro.
CHEQUE POSTAL – Documento de crédito usado por algumas administrações postais.
CHURRIADO – Ver hachuriado
CID – Abreviatura de cidade, aparece em carimbos postais nacionais.
CIFRA – Série ordinária (1972) e, também, a série de taxa devida (1890 / 1942)
CIGARRO POSTAL – Marca de cigarro fabricado no Brasil, lançado no mercado em 1/1950, reproduzindo na carteira um olho de gato e 300 rs. Estampado em azul. Fabricado pela Cia. Lopes S.A. Industrial de Fumos, do Rio de Janeiro.
CINDERELA – São etiquetas usualmente similares aos selos, sem valor postal.
CINTA – É um tipo de inteiro postal, caracterizado por tira de papel já com selo impresso, destinado a portear jornais e impressos em geral.
CIRCULADA – Denominação dada à peça postal que efetivamente passou pelo sistema postal.
CLASSE FILATÉLICA – Nome dado aos diversos tipos de coleções filatélicas oficialmente reconhecidas.
CLASSE DE HONRA – Em exposições, categoria destinada a um determinado grupo de coleções, de acordo com o respectivo regulamento.
CLASSE DE COMPETIÇÃO – Em exposições, classes filatélicas aptas a competir.
CLASSE ESPECIAL – Em exposições, classe destinada a coleções convidadas.
CLASSE OFICIAL – Em exposições, classe destinada a participação de coleções oficiais (correios, museus, etc.)
CLÁSSICA – Tipo de coleção no qual se coleciona os selos de forma cronológica, desde o primeiro até o último, ou apenas os selos de certo período.
CLASSIFICADOR – Livro de folhas grossas (papelão ou similar), revestido com papel branco ou preto, com tiras transparentes, onde se colocam os selos com o auxílio de pinça. Existem diversos tipos, desde o pequeno, de bolso, até os de grande porte. Os classificadores são úteis para a conservação do selo e facilitam sua ordenação, classificação e separação. Não confundir com Álbum.
CLICHÊ – Expressão francesa, já incorporada ao português, o mesmo que matriz.
CLUBE FILATÉLICO – Entidade civil, sem fins lucrativos, congregando pessoas, cujo principal objetivo está ligado a atividades do colecionismo de selos postais e demais peças filatélicas, incluindo organização de atividades paralelas (leilões, exposições filatélicas, etc.).
CM – Filigrana existente sem selos brasileiros.
CÓDIGO DE ENDEREÇAMENTO POSTAL – Código para endereçamento de objetos postais, cujos números identificam o destino dos mesmos (estado, região, cidade, rua, etc.), cujo número aparece em alguns carimbos postais nacionais.
CÓDIGO POSTAL – Ver Código de Endereçamento Postal
CÓDIGO TELEGRÁFICO – Código específico dos Telégrafos, posteriormente dos Correios para transmissão telegráfica.
COFI – CORREIO FILATÉLICO – Revista editada pelos Correios dirigida ao público interessado em Filatelia. Apresenta artigos sobre vários aspectos ligados à Filatelia, bem como a relação de emissões de selos. Também nome de antiga publicação filatélica editada em São Paulo.
COLA – Substância utilizada para aderir os selos nos objetos postais, ou pré-existentes no verso dos selos, bastando utilizar água para sua adesão. Há diversos tipos.
COLECIONADOR – Pessoa que coleciona, que se dedica ao colecionismo.
COLEÇÃO – Conjunto de peças filatélicas agrupadas de forma lógica, atendendo, sobre tudo, às regras existentes em Filatelia. Compreende diversos tipos, destacando-se a coleção tradicional e a coleção temática.
COLEÇÃO EXPOSITIVA – Parte da coleção selecionada para ser exposta.
COLEÇÃO TEMÁTICA – Coleção de selos e peças filatélicas de um determinado tema, desenvolvendo-se uma ideia. A Filatelia Temática proporcionou uma nova dimensão à Filatelia, dando-lhe um caráter cultural, o que estimula a sua difusão. Ver Filatelia Temática.
COLEÇÃO TRADICIONAL – Ver Filatelia Tradicional.
COLEÇÃO POR ASSUNTO – Coleção de selos e peças filatélicas de um determinado tema, sem nenhum desenvolvimento da idéia, apenas agrupando-se os selos e peças por países, totalmente superada pela coleção temática.
COLIS POSTAUX – “Serviço internacional de importação de remessas contendo mercadorias e outros produtos. Características – Âmbito: Do exterior para o Brasil – Características Físicas Peso máximo admitido: 30kg, dependendo do país de origem Local de Entrega: Remessas não tributadas e pesando até 500g: em domicílio. Dependendo da localidade de destino e do peso do objeto, a entrega poderá ser efetuada internamente, em uma Unidade dos Correios; Remessas tributadas ou de peso acima de 500g: objetos internacionais tributados, após liberação da Receita Federal, serão encaminhados para a Agência dos Correios mais próxima do endereço do destinatário, sem ônus para o cliente Benefícios: Facilidade de comprar produtos no exterior sem sair do país; Agilidade no desembaraço aduaneiro; Pagamento de tributos e recebimento de objetos de até 500 dólares diretamente nas Agências de Correios “. (website www.correios.com.br)
COLORIDOS – Série de selos brasileiro, emitidos em 1854/1861
COLUNA FILATÉLICA – Coluna em jornal ou revista, dedicada à Filatelia.
COMEMORATIVO – Ver selo comemorativo.
COMÉRCIO – Um dos tipos de selos que compõem o padrão 1894.
COMISSÃO ESTADUAL DE FILATELIA E NUMISMÁTICA – Órgão da Secretaria Estadual da Cultura de São Paulo, destinado a divulgar a Filatelia. Criado em 1965 e suprimido em 2005.
COMISSÃO FILATÉLICA – Comissão com o objetivo de analisar e aprovar emissões postais.
COMISSÃO ORGANIZADORA – Comissão organizadora de exposições filatélicas.
COMISSÁRIO – Pessoa encarregada de coordenar as inscrições de uma exposição.
CONCURSO EPISTOLAR – Concurso de redação de cartas, para jovens, realizado periodicamente pela ONU.
CONDENADOS – Ver selo condenado.
CONDOR SINDIKAT – Companhia de aviação, com vôos postais no Brasil. O nome aparece em carimbos e selos.
CONTRIBUIÇÃO CÍVICA – Ver selo de contribuição cívica
CAR – Abreviação de carimbo em carimbos postais nacionais.
COR (1) – Segundo o número de cores usadas em sua impressão, os selos podem ser classificados em monocolores (um só cor), bicolores (2 cores), tricolores (3 cores) e multicolores (mais de 3 cores). A firma inglesa Stanley Gibbons edita um mostruário de cores e matizes das mesmas. A cor de um selo pode ser alterada quando colocado sob a luz do sol, certos tipos de luzes ou sob a ação de produtos químicos.
COR (2) – Abreviatura de correios, aparece em carimbos postais nacionais.
CORRS – Abreviatura de correios, aparece em carimbos postais nacionais
CORNETA POSTAL – Os antigos condutores de diligências e os correios a cavalo anunciavam a sua chegada e partida por meio de uma corneta. Foi criada por Francisco Tasso (século XVI) e tornou-se um símbolo de correios em diversas partes do mundo, aparecendo em símbolos postais, caixas de coletas, etc.
CORREIO AÉREO – Serviço postal aéreo. No Brasil foi criado em 1927, com o Syndicato Condor. No mundo, surgiu na França em 1870 por ocasião do cerco de Paris.
CORREIO AMBULANTE – Serviço postal não mais existente. Aparece em carimbo postal aplicado pelos agentes ambulantes (fluviais, ferroviários ou marítimos).
CORREIO FILATÉLICO – Ver COFI – Correio Filatélico.
CORREINHO – Tipo de filigrana de selos brasileiros.
CORRESPONDÊNCIA DILACERADA – Correspondência avariada quando de seu manuseio postal, geralmente recebendo uma etiqueta com esta denominação.
CORTADO EM DOIS – Ver bissectado.
CORTADO EM LINHA – Diz-se dos selos que se apresentam separados por pequenos traços em forma de sulco que facilitam sua separação.
COTAÇÃO – Valor estimado dos selos constante dos catálogos.
CRITÉRIOS DE JULGAMENTO – Diretrizes para julgamento de coleções.
CRUZ DE CRISTO – Tipo de filigrana de selos brasileiros.
CUNHO – Peça metálica gravada destinada a imprimir um selo.
CURIOSIDADE – Característica de um selo dotado de qualquer originalidade, com exceção das diferenças oriundas na impressão do selo (ver variedade).
CRUZETAS – Tipo de filigrana existente em selos brasileiros.
CRUZEIRO – Tipo de selo emitido pelo Brasil em 20/01/1890, primeiros selos do período republicano.
CRUZ DE MALTA – Tipo de filigrana existente em selos brasileiros.
CT – Sigla de Centro de Triagem (ver).
CUT SQUARE – Fragmento de inteiro postal, contendo o selo postal impresso. No passado, era usual colecionar-se estes fragmentos, porém atualmente não se entende e não se adota tal procedimento, colecionando-se o inteiro postal como um todo.

 

D

DATA DE LANÇAMENTO – Ver data de emissão.
DATA DE EMISSÃO – Data de colocação em circulação uma emissão de selos. Também chamada data de
lançamento.
DCT – Sigla de Departamento de Correios e Telégrafos (ver)
DECALQUE – Marca no verso do selo, decorrente da impressão.
DEFEITO – É qualquer anormalidade apresentada por um selo (adelgaçamento, corte, sulco, dobra, falta de picote, desbotamento, etc.).
DEFEITUOSO – Ver selo defeituoso
DEFILP – Sigla de Departamento de Filatelia e Produtos, organismo dos Correios.
DENTEADO – Ver denteação.
DENTEAÇÃO – Medida do número de picotes, em cada margem do selo. A denteação é obtida com o uso do odontômetro.
DEPÓSITO – Ver selo de depósito.
DESBOTADO – Selos com cor desbotada em relação à sua cor original, por imersão em água, processo químico ou exposição à luz.
DESCENTRADO – Selo cuja imagem não se acha bem centrada, em relação às suas bordas.
DESMONETIZAÇÃO – Ato oficial da administração postal, cancelando o valor de franquia postal, de um selo ou inteiro postal, que passam a ter uso apenas filatélico.
DESMONETIZADO – Ver selo desmonetizado.
DESTINATÁRIO – Pessoa a quem se destina o objeto postal.
DESVALORIZADO – Ver selo desmonetizado.
DEPARTAMENTO DE CORREIOS E TELÉGRAFOS – Nome da repartição encarregada dos serviços postais e telegráficos, de 1931 até 1969, quando foi criada a ECT.
DH – Sigla de Depois da Hora, carimbo aposto às correspondências postadas após o horário de encaminhamento da agência.
DIA DA FILATELIA TEMÁTICA – 12 de outubro: Dia da Filatelia Temática. Data correlacionada com o descobrimento da América, porém pouco comemorada.
DIA DA AEROFILATELIA – 23 de outubro: Data desta classe da Filatelia, correlacionada com o dia do 1º vôo de Santos Dumont com o 14-Bis.
DIA DA IMPRENSA FILATÉLICA – 15 de janeiro: Data comemorativa do dia da emissão da primeira publicação filatélica brasileira (15/01/1882)
DIA DA MAXIMAFILIA – 27 de abril: Dia da Maximafilia, dia do nascimento de A.P.Figueiredo, considerado o Patrono da Maximafilia Brasileira. (27/04/1892)
DIA DE SÃO GABRIEL – 29 de setembro: Dia de São Gabriel, patrono das Comunicações Data do referido santo, considerado o patrono das comunicações em geral (correios, telégrafos, telefone, etc.)
DIA DO CARTEIRO – 25 de janeiro: Data oficial do início da atividade postal regular no Brasil, com a criação do Correio-Mor no Brasil
DIA DO FILATELISTA BRASILEIRO – 05 de março: Data da Reforma Postal de 1829, assinada por D.Pedro I. Foi o primeiro regulamento postal exclusivamente brasileiro, após a Independência, pois até então valiam os regulamentos portugueses. Este regulamento estabeleceu novas linhas postais, criou portes e administrações postais nas capitais das províncias e regulou por muitos anos o tráfego postal. Apesar de ser uma data POSTAL e não FILATÉLICA, foi adotada como o Dia do Filatelista. Pouco comemorada e pouco aceita, pela razão acima, já foi muito mais comemorada, por volta de 1970 / 1980.
DIA DO SELO – Data do lançamento, em cada país, do seu primeiro selo postal.
DIA DO SELO BRASILEIRO – 01 de agosto de 1843: Data de lançamento do 1 º Selo postal Brasileiro e das Américas, o Olho de Boi.
DIA DO SELO UNIVERSAL – 06 de maio de 1840: Data do lançamento do “Penny Black “, pela Inglaterra, o primeiro selo postal do mundo.
DIA MUNDIAL DOS CORREIOS – Ver Dia Postal Mundial.
DIA POSTAL MUNDIAL – 09 de outubro: Data da fundação da União Postal Universal (09/10/1874), celebrada em diversos países. Também denominado Dia Mundial dos Correios.
DIA UNIVERSAL DO SELO – Data do lançamento do 1º selo postal do mundo, o Penny Black, (06/05)
DIA DO TELEGRAFISTA – 24 de maio: Instituida em 1944 pelo Presidente Getulio Vargas em comemoração ao centenário da inauguração do telégrafo elétrico nas Américas. O telegrafista era fundamental nas comunicações até a metade do século passado e hoje é desconhecido das novas gerações.
DIPLOMA – Diploma conferido aos expositores de exposições competitivas ou não.
DIPLOMA DE PARTICIPAÇÃO – Diploma conferido aos expositores não premiados em exposições competitivas.
DIRETORIA REGIONAL – Órgão dos Correios responsável pela administração postal de uma região ou estado, aparece em carimbos postais brasileiros.
DIRETRIZES – Critérios para avaliação das diversas classes de coleções. Ver www.abrafite.com.br, no item classes.
DOBRADIÇA – Ver charneira.
DUPLA IMPRESSÃO – Diz-se dos selos que contêm uma dupla imagem nitidamente delineada. Constituem uma variedade.
DUPLICATA – Selo repetido de um mesmo exemplar, destinado a troca ou comercialização.

E

ECT – Sigla da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Criada em 1969, é empresa que detém o monopólio das comunicações postais no Brasil, sendo a responsável pela produção e emissão de selos postais, carimbos comemorativos e demais peças filatélicas.
EDITAL – Impresso emitido pelas administrações postais com a finalidade de tornar público e oficializar o lançamento de uma peça filatélica. Contêm o histórico da peça e seus detalhes técnicos.
EMENDA DE BOBINA – Denominação de uma variedade produzida pela emenda da bobina do papel, quando da impressão do selo.
EMISSÃO CONJUNTA – Selo emitido conjuntamente por dois ou mais países.
EMISSÃO PARTICULAR – Selos emitidos por entidades particulares, sem nenhum valor postal.
ENSAIO – Diferentes desenhos de selos apresentados para aprovação, utilizados para escolher o desenho definitivo de um selo, dos quais se tiram provas.
ENCOMENDA – Tipo de objeto postal. Ver regulamentos postais.
ENCONTRO FILATÉLICO – Evento filatélico composto de atrações variadas, tais como comércio filatélico, exposição, palestras, etc.
ENTALHE – Ver talho doce.
ENVELOPE CIRCULADO – Envelope realmente utilizado no sistema postal.
ENVELOPE TRANSPARENTE – Envelope de papel transparente, (tipo celofane, manteiga ou similar), para acondicionar selos.
ENVELOPE DE 1 º DIA DE CIRCULAÇÃO – Envelope contendo a menção “1 º Dia”, provido de um ou mais selos de uma mesma série, obliterados com a data do dia de sua emissão. Internacionalmente conhecido pela sigla FDC, em inglês First Day Cover.
ERINOFILIA – Estudo e colecionismo de etiquetas. As etiquetas não são postais, mesmo as apostas em envelopes.
ESCOLHA – Classificação pelo estado de conservação de um selo. Selo de 1 ª escolha – selo perfeito; selo de 2 ª escolha – selo em estado razoável, com pequeno defeito; selo de 3ª escolha – selo defeituoso.
ESFOLADO – Ver adelgaçado.
ESPECIAL – Ver selo especial.
ESPECIALISTA – Colecionador que se dedica a determinado tipo de coleção ou de emissão ou que se especializou em determinada área da Filatelia.
ESPESSURA – Refere-se ao papel do selo, do encorpamento do papel e pode ser medida na unidade micra pelo micrômetro, caracterizando um selo.
ESPECIMEN – É um selo de amostra, enviado pelas Administrações Postais à UPU, para sua divulgação aos países membros, bem como a autoridades do próprio país, não tendo valor de franquia. Apresentam a sobrecarga SPECIMEN, AMOSTRA OU MUESTRA.
ESPERTO – O mesmo que perito.
ESTADO – Item do regulamento que trata da qualidade do material exposto.
ESTADINHO – Filigrana de selos brasileiros.
ESTAFETA – Denominação de antigo tipo de servidor postal e, também, antiga denominação de transportador postal.
ESTAMPA – O mesmo que folha.
ETA – Sigla de Empresa de Transportes Aéreos e, também, denominação dos selos aéreos desta empresa.
ETIQUETA (1) – Vinheta colorida ou não, assemelhada a um selo postal e, sob autorização postal, aposta em envelopes. São de emissão particular, não são postais.
ETIQUETA (2) – Etiquetas postais, para caracterizar registrados, cartas aéreas, expresso e outros serviços postais. Tem valor postal e filatélico, podendo ser usadas nas coleções.
EXFIJUBRA – Sigla de Exposição Filatélica Juvenil Brasileira. Exposição patrocinada pela ECT, a fim de estimular os jovens na iniciação na filatelia, como um dos mais valiosos investimentos culturais. Até o momento foram realizadas 5 EXFIJUBRAs.
EXPERT – Ver perito.
EXPERTIZAÇÃO – Ver peritagem.
EXPOSIÇÃO – Evento máximo para o filatelista, quando ele pode exibir em público a sua coleção.
EXPOSIÇÃO BINACIONAL – Exposição filatélica reunindo 2 (dois) países, como, por exemplo a Lubrapex (Brasil e Portugal)
EXPOSIÇÃO COMPETITIVA – Exposição filatélica na qual as coleções são avaliadas por um corpo de jurados.
EXPOSIÇÃO ESTADUAL – Exposição filatélica de âmbito estadual, como as realizadas pela FEFIESP no estado de São Paulo.
EXPOSIÇÃO INTERAMERICANA – Exposição filatélica de âmbito inter-americano, geralmente com patrocínio da FIAF.
EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL – Exposição filatélica de âmbito internacional, reunindo diversos países.
EXPOSIÇÃO LOCAL – Exposição filatélica de âmbito local, isto é, apenas da cidade que a organizou.
EXPOSIÇÃO MUNDIAL – Exposição filatélica de âmbito mundial, geralmente com patrocínio da FIP.
EXPOSIÇÃO NACIONAL – Exposição filatélica de âmbito nacional, podendo ser geral ou de uma ou mais classes filatélicas, organizada de acordo com os regulamentos da Febraf.
EXPOSIÇÃO REGIONAL – Exposição filatélica de uma das regiões (Norte-Nordeste, Centro ou Sul), organizada de acordo com os regulamentos da Febraf,
EXPOSIÇÃO NÃO COMPETITIVA – Exposição filatélica de caráter não competitivo, isto é, cujas coleções expostas não são submetidas a julgamento.
EXPOSITOR – Aquele que expõe a sua coleção de selos.
EXPRESSO – Ver selo expresso
EUBRASIL – Tipo de filigrana de selos brasileiros.
EVENTO FILATÉLICO – Exposição, congresso, curso, encontro, enfim qualquer atividade filatélica aberta a participação do público.

F

FAC SIMILE – Reprodução do selo, em suas cores e dimensões naturais.
FALSO – Selo feito com fins fraudulentos, por particulares, lesando aos correios e aos filatelistas.
FANCY CANCELLATION – Significa os carimbos com desenhos de fantasias (figuras de animais, vegetais, desenhos, etc.) utilizados nos EUA.
FAX POST – Serviço postal. “É o serviço que consiste na remessa de mensagens (transmissão e recepção de documentos) por meio de fac-símile. O serviço se destina a pessoas físicas e jurídicas. Quais são as modalidades de envio?
1. Da agência da ECT para agência da ECT;
2. Da agência da ECT para o fax do usuário;
3. Do fax do usuário para a agência da ECT.
Como funciona?
O cliente envia a mensagem do seu fac-símile ou, caso não o tenha, deverá se dirigir a uma agência dos Correios e solicitar o envio da mensagem. Caso o destinatário não possua o aparelho de fac-símile, a mensagem será enviada para a Agência mais próxima do endereço do destinatário. “(website www.correios.com.br)
FDC – Sigla de Firs Day Cover. Ver envelope de 1 º Dia de Circulação.
FEBRAF – Sigla da Federação Brasileira de Filatelia. Entidade que congrega os clubes filatélicos nacionais e representa o Brasil junto à FIP e FIAF. Fundada em 1976. www.febraf.org
FEFIESP – Sigla da Federação das Entidades Filatélicas do Estado de São Paulo. Entidade que congrega os clubes paulistas. Fundada em 1976. www.fefiesp.com.br
FEFINUSC – Sigla da Federação das Entidades Filatélicas de Santa Catarina. Entidade que congrega os clubes catarinenses.
FEIRAS FILATÉLICAS – Feiras comerciais realizadas periodicamente. Existem feiras em praça pública em diversas cidades, como São Paulo.
FELICITAÇÕES DO JURI – Premiação especial do júri, em complemento a uma medalha, para uma coleção com características especiais para merecer esta distinção, como originalidade ou pesquisa filatélica.
FERRUGEM – Manchas que aparecem no papel do selo, caso não esteja em ambiente seco. É uma anomalia progressiva que pode acabar por danificar o selo. Pode ser eliminada (ver selo lavado).
FIAF – Sigla da Federação Interamericana de Filatelia. Entidade que congrega as federações filatélicas dos países americanos.
FICHA DE INSCRIÇÃO – Formulário padronizado para inscrição em exposições filatélicas.
FILATELIA – Arte e ciência de colecionar selos postais. Do grego “PHILOS” significando amigo e “ATELEIA”, significando isenção de imposto, ausência, ou “TELOS” significando imposto, surgiu junto com os primeiros selos postais.
FILATELIA CONSTRUTIVA – Antiga denominação da Filatelia Temática, totalmente em desuso.
FILATELIA JUVENIL – A Filatelia Juvenil é o setor da Filatelia que congrega colecionadores com idade até 21 anos.
FILATELIA MODERNA – Uma coleção de FILATELIA MODERNA é constituída por selos e peças filatélicas emitidas no período posterior à Segunda Guerra Mundial.
FILATELIA TEMÁTICA – Filatelia Temática é o segmento da Filatelia no qual a coleção conta uma história, analisa um tema específico ou apresenta uma tese.
FILATELIA TRADICIONAL – Coleção filatélica ordenada por país e em ordem cronológica. Uma coleção de FILATELIA TRADICIONAL abrange todos as aspectos da Filatelia. Qualquer coleção será considerada como de Filatelia Tradicional, a menos que se integre numa das outras classes especializadas.
FILATELIA SOCIAL – Representa um estudo do desenvolvimento dos sistemas sociais e dos produtos
derivados da operação de sistemas postais. Neste tipo de coleção podem ser incluídos material normalmente encontrado em outras Classes Filatélicas bem como itens não
filatélicos relacionados diretamente com as operações e produtos de um sistema postal, como equipamentos de agências postais ou material elaborado pelo comércio para usar ou refletir os produtos e serviços de uma agência postal.
FILATELISTA – Colecionador de selos. Aquele que coleciona metodicamente os selos postais e peças
filatélicas.
FILIGRANA – Marca do papel inserida quando da confecção do selo, sendo visível somente quando os mesmos são examinados contra a luz ou com auxílio do filigranoscópio e de benzina retificada. Atualmente não é mais usada, sendo substituída pela “fosforescência” do papel. Também chamada marca d’água.
FILIGRANA INVERTIDA – Posição de filigrana, em posição inversa à normal.
FILIGRANOSCÓPIO – Recipiente de plástico, louça ou vidro, de dimensões variadas, de fundo preto, onde se coloca o selo para identificação das filigranas do papel e o estado do selo, após aplicar algumas gotas de benzina retificada . Permite visualizar eventuais defeitos, como o adelgaçamento. É de grande utilidade, baixo custo e indispensável ao filatelista. Existem aparelhos eletrônicos com a mesma finalidade.
FIPO – Sigla da Federation International de Philatelie Olympique, Federação Internacional de Filatelia Olímpica, fundada em 1982, congregando a filatelia olímpica.
FIRST DAY COVER – FDC Ver FDC
FIP – Sigla da Federation International de Philatelie, (Federação Internacional de Filatelia), com sede em Genebra (Suíça) e fundada em Paris em 18/06/1926. O Brasil filiou-se à FIP em 1935, por intermédio da Federação das Sociedades Filatélicas Brasileiras. Tem por função regulamentar as exposições e os tipos de coleções, visando sua normatização. Ver www.f-i-p.ch/
FIPCO – Sigla da Federation Internacional de Philatelie Constructive, entidade não mais existente.
FISCAL – Ver selo fiscal
FLECHA – Pequena peça colada à folha da coleção, visando destacar um detalhe da peça filatélica.
FOLHA – Conjunto de selos cercado por margens, constituindo o conjunto impresso e vendido pelos correios. O número de selos numa folha varia bastante, de acordo com os critérios de emissão e o tamanho do selo.
FOLHA DE AVALIAÇÃO – Modelo padronizado de avaliação de coleções, adotado pelas Federações e utilizado nas exposições filatélicas competitivas.
FOLHA MINIATURA – Folha de selos, de pequenas dimensões, com poucos selos em relação a uma folha
convencional.
FOLHINHA – Peça filatélica impressa pelos correios ou por particulares com autorização dos correios,
geralmente com carimbo comemorativo, para divulgar um evento. Não confundir com máximo postal ou inteiro postal. A folhinha não é uma peça postal, portanto não possui poder de franquia.
FOLHINHA COMEMORATIVA – Ver folhinha.
FONO POSTAL – Serviço postal adotado por alguns países para enviar discos ou fitas com mensagens gravadas.
FORMATO – Figura geométrica que caracteriza o selo, podendo ser retangular, quadrado, triangular,
oval, redondo, irregular, etc. Expresso em milímetros, compreendendo a área do desenho, excluindo-se as margens. Indica-se sempre a dimensão horizontal em primeiro lugar. Os selos na sua grande maioria são retangulares.
FORA DE CURSO – Selo retirado de circulação.
FOSFORESCÊNCIA – Substância luminescente existente no papel utilizado para impressão de selos, que se destina à separação de cartas feita por triagem eletrônica e segurança contra eventuais falsificações em substituição à filigrana. Pode ocorrer em todo o selo ou apenas em parte dele, em faixas, geralmente nas suas margens.
FRAGMENTO – Recorte proveniente de envelope, inteiro postal ou invólucro postal, contendo selo e carimbo. No caso de inteiros postais, trata-se do fragmento da peça, contendo o selo impresso (cut square).
FRANQUIA – Pagamento do porte da correspondência enviada pelos correios. Pode ser manual, quando efetuada em troca de um ou mais selos ou mecânica, quando a correspondência passa através de uma máquina denominada máquina de franquia.
FRANQUIA DIPLOMÁTICA – Isenção de porte concedida ao corpo diplomático.
FRANQUIA MECÂNICA – Processo de franqueamento de correspondência por meio mecânico, podendo ser oficial quando a máquina é da administração postal ou particular, quando a máquina é alugada a usuários particulares. Também recebe o nome de mecanofilia.
FRANQUIA POSTAL – Isenção de pagamento de porte. Concedido a determinadas entidades pelas
administrações postais.

G

GOMA – Substância adesiva colocada no verso dos selos, para facilitar a sua aderência ao suporte (envelope, etc.). Nem todos os selos são gomados.
GOMA ORIGINAL – Goma aposta ao selo quando de sua fabricação.
GRANDE PRÊMIO – Prêmio máximo de uma exposição ou de uma classe filatélica.
GREV – Sigla de General Regulations for the Evaluations of Competitive Exhibitions, Regulamento Geral para Avaliação das Coleções Competitivas em exposições internacionais FIP.
GUIA DE CORES – Guia para identificação da cor de um selo e de suas nuances, com padrão de cores que
pode ser comparado com as cores apresentadas nos catálogos.
GUIA POSTAL – Guia com detalhamento de serviços postais, códigos postais, taxas, agências, rotas, etc.
GUIA POSTAL TELEGRÁFICO – Guia com detalhamento de serviços postais e telegráficos, códigos postais, taxas, agências, rotas, etc.
GUIA POSTAL BRASILEIRO – Guia com códigos postais de cidades, diretorias regionais, etc.
GUICHE FILATÉLICO – Unidade de atendimento dos Correios, para filatelistas, instalada nas agências postais.
GUIDELINES – Ver Diretrizes.

H

HACHURIADO – Fundo de desenho, em linhas.
HAWID – Marca comercial alemã. Ver banda protetora.
HELIOGRAVURA – Ver rotogravura.
HISTÓRIA POSTAL – Uma coleção de História Postal é um conjunto de documentos ou objetos postais que foram transportados por um serviço postal oficial, local ou privado.

I

IFSDA – Sigla da International Federation of Stamp Dealers Associations, associação internacional de comerciantes filatélicos.
IMPÉRIO – Período a partir da emissão do Olho de Boi até a República, usado para definir um dos períodos da nossa Filatelia.
INCLINADOS – Segunda emissão de selos do Brasil, de 1 º de junho de 1844. Seguiram o modelo do Olho-de-Boi em tamanho menor e com algarismos inclinados, apresentando os seguintes valores: 10, 30, 60, 90, 180, 300 e 600 réis.
INFORMATIVO FILATÉLICO – Boletim dos Correios contendo dados técnicos sobre as emissões de selos, carimbos comemorativos e demais produtos filatélicos.
IMPOSTO DE CONSUMO – Tipo de filigrana dos selos brasileiros.
IMPRESSÃO NO VERSO – Impressão no verso de selos (anúncios, dizeres alusivos à emissão ou até mesmo impressos pré-existentes no caso de aproveitamento de papel para a emissão (mapas, etc)
IMPRENSA FILATÉLICA – Imprensa especializada em assuntos filatélicos. Ver ABRAJOF.
INSTRUÇÃO – Série de selos brasileiros emitida em 1918.
INTEIROS – Ver inteiros postais.
INTEIROS POSTAIS – Uma coleção de Inteiros Postais compreende um conjunto lógico e coerente de objetos postais que comportam um selo impresso oficialmente autorizado ou uma marca ou inscrição indicando que um determinado valor facial, referente a um serviço postal ou relacionado, foi previamente pago.
ISENTO DE PORTE – Objeto postal isento de pagamento de taxas postais.

J

JANELA – Recurso utilizado em montagem de coleções, geralmente temáticas, pelo qual se recorta parte da fôlha para permitir a visualização apenas do carimbo, ficando coberto o restante da peça, ganhando-se, desta forma espaço para a exibição de outras peças na mesma folha e permitindo uma maior flexibilidade na montagem da coleção. Geralmente utilizada para mostrar só o carimbo e o selo de um envelope, a parte essencial a ser exibida. O recurso da “janela” obviamente utiliza a montagem da peça pela sua parte superior, sem danificá-la.
JORNALISMO FILATÉLICO – Ver Imprensa Filatélica.
JULGAMENTO – Atividades de análise e avaliação de coleções filatélicas em exposições competitivas.
JURADO – Filatelista credenciado por uma Federação Filatélica para julgar coleções.
JUIZ – Ver jurado.

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