Qual o papel das empresas na luta contra a transfobia?

Diversos

Em janeiro de 2022 será um novo mês dedicado à luta e visibilidade da comunidade transexual e travesti no Brasil. Esse cenário é muito desafiador para travestis em SP e de todo o país.
O preconceito e a violência são marcas comuns na vida de pessoas travestis e transexuais no Brasil. Ainda mais, a inserção no mercado de trabalho ainda é desafiador.
Em um relatório feito pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) de 2019, foi contabilizado que a população de travestis e mulheres trans tem a prostituição como fonte de renda por causa da exclusão em vagas de trabalho formais.
No entanto, já é percebido mais interesse das empresas para mudar a cultura organizacional e oferecer mais inclusão. Quanto mais um ambiente de trabalho for diverso, mais completo ele se tornará.
Mudar a cultura organizacional também traz desafios. É necessário de todos os colaboradores e chefia uma visão mais consciente e moderna sobre a inclusão social de pessoas trans e travestis no mercado de trabalho.
Ainda mais, ações que trabalham questões humanas devem ser adotadas pelas empresas, para que a inclusão seja realizada de modo mais efetivo. Não adianta apenas oferecer vagas de trabalho e contratar. A empresa como um todo não pode ser preconceituosa com colegas travestis e transexuais.
A alta direção da empresa precisa criar um ambiente de trabalho inclusivo. Apenas ações do RH não são suficientes. Por isso, a empresa precisa contratar e enfrentar os paradigmas iniciais, como o preconceito.

Iniciativa TransEmprego

A TransEmprego é uma ação com o intuito de incluir pessoas trans no mercado de trabalho. A ação foi criada em 2013 e promove divulgação de vagas, cadastro de currículos e humanização de ambientes institucionais com palestras e consultorias. Tudo isso para tornar os locais de trabalho mais inclusivos.
As organizações interessadas em divulgar vagas podem se cadastrar no site transempregos.org. Antes, é necessário ler a cartilha chamada “Agora Vai”.
Homens e mulheres podem cadastrar os currículos de forma gratuita no site. Dessa forma, as pessoas podem ter acesso às oportunidades inclusivas.

Iniciativa Transcidadania

Outra iniciativa para ajudar na inclusão de pessoas trans e travestis no mercado de trabalho é o Transcidadania, que foi criado em 2015 pela Prefeitura de São Paulo.
O intuito da ação é promover cidadania e oportunidades para mulheres e homens transexuais vítimas de vulnerabilidade social.
O Transcidadania contabilizou 221 beneficiários até o final de 2016. A maioria eram mulheres transexuais e travestis negras. A idade variou entre 30 e 49 anos. Cerca de 85% dos beneficiários não tinham ensino fundamental completo ao entrar no programa.
Em 2016, 173 beneficiários concluíram o ensino fundamental com sucesso. Além disso, eles ganharam uma bolsa de estudos no valor de R$924.
Para saber mais e entrar no programa, basta acessar o site oficial. Lá tem 5 opções de endereços e telefones para entrar em contato e se inscrever também.
Portanto, a transfobia ainda é um grande tabu. É necessária uma ampliação de conscientização das empresas para abrir mais vagas com inclusão social e trabalhar a cultura da empresa para tratar com respeito os colaboradores transexuais e travestis.